CASAMENTO
Olá, Pessoas!  Como dizem por aí, casamento é como piscina. Quem está dentro diz “Pode vir que está bom”, mas quando você entra de cabeça percebe que é fria e vai se acostumando aos poucos. Como ainda não me casei não sei se isso é verdade. Talvez um dia me case, ou não. No momento não é prioridade. Tenho muitas coisas a fazer antes de me casar, uma delas é arrumar uma mulher. Antes que me digam que o mundo está cheio de mulheres por aí, estou me referindo a uma mulher com quem valha a pena se casar. Tive um chefe numa empresa onde trabalhei há algum tempo, que vivia me criticando por eu estar na casa dos trinta na época e ainda continuar solteiro. Ele tinha menos de trinta anos, estava no segundo casamento, com três filhos – sendo o mais velho, do primeiro casamento, quase um adulto – e dormia no sofá por causa dos desentendimentos com a mulher atual. Agora me digam, para que me casar se for para ficar vivendo como esse cara? Acho que ele tinha mesmo era inveja por eu ser solteiro. Por que algumas pessoas acham importante se casar? Me refiro à instituição “casamento” e aquela coisa de cerimônias, papel passado e enfim. Para que se casar? Parece que tais pessoas dão mais importância ao ato de se casar do que ao sentimento que deveria ser o principal. O casamento mesmo é justamente o que começa depois da cerimônia e depois da festa. É o dia seguinte em diante. 
Conheço muitas mulheres que têm pavor de morrerem solteiras. Aí pode acontecer como aquela que arruma o primeiro calhorda que aparece, lhe faz um filho, a enche de porradas e chifres, pega seu dinheiro, vai tomar umas cachaças e volta vomitando. Ah, mas ninguém, nem família nem vizinhos podem falar nada, pois ela está casada. Isso é o que importa, não é mesmo? E não é só com mulheres que acontece isso, não. Conheço uns caras que desfilam com umas beldades aí, levam para passear, compram presentes, mas quem usufrui são outros. E pior! Eles sabem disso! Mas tudo bem, o importante é manter a pose, pois é melhor as pessoas verem que são cornos do que pensarem que são veados, não é mesmo? Eu sou da filosofia do “antes só do que mal amado”. E acredito que não tem solidão pior do que a solidão acompanhada. Quando estamos sozinhos pelo menos podemos ficar receptivos a alguém interessante. Já estar com alguém e não se sentir amado por esta pessoa é estar numa prisão. Às vezes também sou cobrado ouvindo dizerem que minha mãe precisa de um neto, outros dizem que pareço que não sou muito chegado à mulher e enfim. Mas, e eu aí com os outros? Sou do tipo que cago e ando pelo que eles dizem. Quem deve se contentar com minha situação sou eu e não eles. Se estão infelizes com isso, sinto muito, pois se depender de mim vão morrer infelizes. 
O que vale é o sentimento. Se os deuses são legais eles não estão nem aí para o aval de igrejas, templos, padres, pastores, pais-de-santo, anciãos, magos, bruxas, druidas, xamãs, juízes e enfim. Eles sabem o que sentimos e isso é o que importa. Como não sou religioso dispenso tais cerimônias e também dispenso documentos que nada medem o quanto amamos uma pessoa. Mas eu até que gostaria de fazer uma festinha para celebrar minha união com a minha cara metade. Se não der certo depois, pelo menos valeu pela festa e continuo minha incessante busca. Até mais... 
Escrito por Marcelo Maurício às 00h24
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